Por que a virtualização de servidores dificulta o desempenho do backup?

Por que a virtualização de servidores dificulta o desempenho do backup?

A virtualização, sem dúvida, trouxe várias vantagens aos ambientes de TI como: economia de gastos com energia e espaço físico, gerenciamento centralizado, implementação rápida de máquinas e melhor aproveitamento da infraestrutura existente. Entretanto, um grande desafio desses ambientes consolidados é o desempenho do Backup. Servidores físicos com várias aplicações e alta utilização de sua capacidade possuem um processo de backup drasticamente lento. Esse cenário é muito comum e pode ser um empecilho ao desenvolvimento do ambiente de TI, principalmente em projetos de implantação de nuvem.


 Você pensa no Backup na hora de planejar seu ambiente virtual?

Um dos grandes argumentos da virtualização é a redução da ociosidade das máquinas. Segundo estudo do International Data Corporation, os servidores (nos moldes de uma aplicação em cada servidor) utilizam em média 10 a 15% do total de sua capacidade, isso significa que, na maioria das vezes, 85 a 90% da capacidade de processamento é desperdiçada. Porém, esse argumento apenas leva em consideração a média e não permite a visualização da utilização em determinados momentos críticos, como no caso, do processamento do Backup.

Em muitos ambientes de TI há um agendamento rotativo de backups completos e incrementais que movimentam um grande volume de dados toda semana. E razão da movimentação desses dados, as janelas de backup, muitas vezes consomem horas de produção, restringem a rede e resultam em sobrecarga do armazenamento. Em situações em que os servidores não são virtualizados e operam apenas com uma aplicação, o sistema consegue realizar a tarefa utilizando muita capacidade do data center. Em ambientes virtualizados, a consolidação do servidor pode significar janelas de backups extremamente lentas, afinal o processamento já opera em sua capacidade máxima para rodar as aplicações. Quando o backup é iniciado, o sistema não consegue dar conta, pois deve atender ao backup de todas as aplicações e ainda permitir que elas rodem.

Vamos exemplificar o problema, supondo que em uma empresa, a qual possui o volume de dados de 1 TB, no horário de pico do fluxo de trabalho o host utilizado pelos usuários processa 2GB.  Nessa empresa o backup é realizado no domingo, ou seja, em um dia que não há produção. Contudo, bem diferente do fluxo de usuários, esse procedimento irá solicitar um processamento de dados de 1T em lotes, o que sobrecarrega o host, a rede, memória e armazenamento. Imagina que esse servidor que está processando tudo isso ao mesmo tempo só tem uma aplicação, provavelmente ele não está em um momento ocioso. Porém, ao colocar mais 15 aplicações nesse host, através da virtualização, o cenário se agrava.

Como unir virtualização e backup?

Cada ambiente é único e tem uma configuração adequada a sua realidade, porém existem algumas alternativas que podem auxiliar a encontrar esse caminho.  Abaixo você irá conferir três possíveis arquiteturas de ambiente virtual que podem melhorar o desempenho do backup.

Para resolver o problema de maneira paliativa você pode, antes de realizar uma migração para sistemas virtuais ou, no caso de já ter migrado, verificar quais são as limitações e as realidades do seu sistema físico em termos de memória, processador, rede e armazenamento. A partir daí, você deverá estabelecer quantas VM’s e quais as configurações delas que cada host pode comportar, levando em conta as necessidades físicas do backup. Isso irá limitar ou reduzir o número de aplicações em cada servidor, o que pode levar à uma subutilização dos recursos por causa do backup, porém consegue resolver o problema de desempenho.

Um outro caminho é consolidar tudo menos as aplicações críticas que consomem o servidor. Nesse caso, através da análise de capacidade do seu host, você poderá estrategicamente alocar aplicações que não consumam tanto do host em um servidor através da virtualização. Assim, você garante uma otimização hibrida, mas perde em gerenciamento. Afinal, você terá dois ambientes para administrar.

Por fim, você pode optar por uma arquitetura que consolide totalmente o seu ambiente de TI, porém para que seja possível realizar o backup sem prejudicar o desempenho do sistema é necessário incluir nessa configuração uma solução de proteção que possua a tecnologia de desduplicação na origem. Essa tecnologia elimina as redundâncias nos dados, o que reduz o total do backup em até 1/3 do volume original. Como é feito na origem, além de diminuir o processamento do host, também reduz o uso da rede e o armazenamento. Esse tipo de solução permite a consolidação total da infraestrutura sem perder em desempenho nos momentos de Backup.

Conclusão

O dimensionamento da infraestrutura de um data center é planejado para a aplicação e não para backup. Isso não quer dizer que a infraestrutura deve ser de acordo com o backup e não com a aplicação, afinal o backup é o seguro e não o bem. O ideal é achar um caminho em que o backup não seja um empecilho e sim uma garantia de que o seu crescimento está seguro. A reflexão que deve ser feita sobre esse problema é por que meu backup está obstruindo a consolidação do meu data center? A partir dessa resposta você poderá planejar seu data center de maneira que não perca em desempenho e segurança.

baixe aqui a calculadora de desduplicação

Posted by Bruna Spaniol / Posted on 27 maio
  • backup, desduplicação, desempenho de backup, virtualização